4 de dezembro de 2016

ENTREVISTA - DOMINGOS OLIVEIRA: “O PARKINSON NÃO MATA, MAS SACANEIA”

Aos 80 anos, o diretor Domingos Oliveira dribla as artimanhas do Parkinson – doença com a qual convive desde 2002 – para manter-se imerso em seu mar de criação
Domingos Oliveira (Foto: Domingos Oliveira)
03/12/2016 - Às voltas com o lançamento de BR 716, premiado no último Festival de Gramado, o diretor Domingos Oliveira dribla as artimanhas do Parkinson – doença com a qual convive desde 2002 – para manter-se imerso em seu mar de criação. A trajetória no cinema, desdobrada em mais de 50 anos de carreira, está espalhada por sua casa no Rio, com cartazes de seus filmes pendurados nas paredes. É ali, onde mora com a mulher, a atriz Priscilla Rozenbaum, que ele se dedica a criar novas personagens e histórias. Não cogita parar. Aos 80, o pai da atriz e escritora Maria Mariana demonstra nesta entrevista um admirável apego à vida, discorrendo sobre afetos, sexo, velhice e arte.

Você fez 80 anos recentemente. É verdade que sua festa durou três dias?
Eu adoro dançar, mas minhas pernas não estão na melhor forma. Mesmo assim quis dançar uma música de cada ano que vivi. Comecei a montar a lista com sucessos, o que acabou se tornando interessantíssimo. Depois notei que uma música por ano era pouco. Passei para duas, quem sabe três. Deu nove horas. Para dançar tudo, só dividindo em três dias. Foi o que fiz. Sou bom de festa.

Esse aniversário gerou reflexões diferentes dos outros?
Oitenta está mais pesado. Eu mesmo ouço a palavra e fico preocupado. É muita idade. Me pergunto: “Como cheguei aqui, foi tão rápido?” A vida não é rápida, é rapidíssima.

Em BR 716, Felipe (Caio Blat) diz: “Não é a gente que passa pelo tempo, é o tempo que passa pela gente”. É sua sensação também?
Dentro de mim, meu sentimento é o de ser um jovem cineasta. Tenho uns 35 anos. A cabeça melhora com o tempo. Nunca estive tão inteligente e sagaz, mas o corpo vai para o beleléu. E não dá para comprar outro...

Como lida com isso?
Não lido, fico triste. Uso minha filosofia para achar que isso é da vida. Não acredito na vida eterna, embora não a negue... Seria uma burrice negar. Mas a filosofia vale mais que qualquer outra reflexão. Acho que foi Platão quem escreveu: “Se não houver nada depois dessa vida, a morte será um merecido descanso”. Isso é tão interessante.

Qual sua relação com religião?
Sou místico, tenho noção muito clara do mistério da vida. Acredito em Deus como elemento poético. É a ideia mais inspiradora que o homem teve. Conheço Deus, mas Ele não sabe de mim. Qualquer coisa que aconteça comigo, a responsabilidade é minha. Não passo a culpa para ninguém. Também não tenho vontade de ter guru ou santo. Ninguém pode ajudar realmente nesse campo existencial. Na vida, claro, precisamos da ajuda dos amigos e da família. Isso se chama amor.

Aos 75 anos, você disse pensar em sexo o tempo todo. Como é aos 80?
Nunca pensei em sexo o tempo inteiro. Aliás, me levantava das camas mais deliciosas e dizia: “Meu amor, me dá licença que preciso trabalhar”. Mas o sexo está no fundo de cada sentimento. Ainda vão descobrir que as forças que unem os átomos são de ordem sexual.

Sua relação com as mulheres mudou muito ao longo dos anos?
É exatamente da mesma forma, com muito encantamento e respeito pela inteligência feminina. As mulheres são mais inteligentes que os homens e não digo isso para agradá-las. Prefiro uma roda de mulheres, gosto do jeito de pensar delas.

A doença de Parkinson interfere na sua criação?
Parkinson não mata, mas sacaneia. Dá sensação de cansaço, como se estivesse gripado o dia inteiro. Às vezes me sinto exausto e trabalho menos. Mas normalmente trabalho seis horas por dia. Tenho três secretárias que me ajudam. Dito tudo para elas. Demorei a me acostumar, mas estou fazendo isso cada vez melhor. Trabalho em busca da beleza e da poesia, coisas que engrandeçam a alma. Platão dizia que a melhor coisa da vida é saber que você tem uma alma. A segunda, que você pode melhorá-la.

A maioria de seus filmes traz muitas referências da sua vida. Ela é mesmo sua principal fonte de inspiração?
Sem dúvida. As histórias imaginadas são muito fajutas. Aquilo que não é baseado numa vivência minha, em alguém que conheci ou imaginei conhecer, parece não ter sustentação. Meus filmes são todos iguais e não são, porque as pessoas são diferentes. Essa é a riqueza da vida.

“Me arrependo de tudo que fiz. Se pudesse faria tudo de novo, mas muito melhor
Revisitar suas histórias o ajudou a se entender?
À medida que o escritor vai se desenvolvendo, o objetivo dele muda: atinge
a memória e depois ultrapassa a memória. Ele cria um curto-circuito entre ele e a consciência. Quero escrever sobre coisas que não entendo. O inconsciente ensina coisas muito mais ricas que o raciocínio. Tem acontecido cada vez mais comigo, sou consumido pelos personagens. Planejo tudo direitinho, mas na hora de filmar não é nada daquilo.

Conseguiu escrever e dirigir tudo que quis?
Fiz o que pude. Tenho dez roteiros de longas, duas séries para televisão prontas. Queria mesmo desenvolver um aplicativo que pudesse traduzir as minhas ideias. Penso sempre coisas geniais, mas não consigo colocá-las no papel porque as esqueço. Tenho vontade de escrever um livro póstumo com tudo que tenho guardado.

Pensa na morte?
A vida é um dom irresistível, estupidamente belo, e que você não pediu, mas te dão de presente. De repente, você está na melhor fase, e ela tira isso de você. A natureza é safada. Morrer é triste. Quem diz que não liga ou não tem medo de morrer está mentindo. A vida é boa demais. Queria ficar aqui mais 500 anos. Não sei quanto tempo tenho, mas vai dar trabalho me tirar daqui.

Você se arrepende de alguma coisa?
Me arrependo de tudo que fiz. Se pudesse, faria tudo de novo, as mesmas coisas, mas muito melhor.

Considera-se um homem feminino?
Gosto de me imaginar assim. Se me dizem isso, fico contente. Gay eu nunca consegui ser. Não tenho vocação. Fonte: Revista Quem.

7 de novembro de 2016

Janet Reno morre aos 78


Primeira mulher procuradora-geral dos EUA morre - com Clinton e Lewinsky entre seus momentos polêmicos
Janet Reno, que morreu aos 78 anos de Parkinson, supervisionou o inquérito de reivindicação de sexo em torno de seu chefe Bill Clinton.

November 7, 2016 - A primeira procuradora-geral dos Estados Unidos, Janet Reno, morreu de complicações da doença de Parkinson aos 78 anos.

Reno liderou o Departamento de Justiça sob Bill Clinton por oito anos de 1993 a 2001, o segundo mandato mais longo nessa posição.

Pouco depois de começar o trabalho, ela supervisionou em parte o polêmico ataque do FBI contra o complexo do líder do culto, David Koresh, em Waco, Texas, onde 80 de seus seguidores morreram após um impasse de 51 dias.

A afilhada de Reno, Gabrielle D'Alemberte, disse à Associated Press sobre sua morte. Ela disse que Reno morreu em casa em Miami cercada por familiares e amigos.

Reno foi uma das duas mulheres que, sob o governo Clinton, alcançou algumas das posições mais poderosas do país. Madeleine Albright tornou-se a primeira secretária de Estado em 1997.

Depois de terminar a Harvard Law School em 1963, Reno assumiu uma série de posições jurídicas do governo na Flórida, antes de ser nomeada procuradora do estado para o Condado de Dade, em 1978. Ela ocupou essa posição até 1993, quando ela foi aproveitada para o topo da hierarquia da justiça.

Durante seu tempo como um advogada de estado que ela processou uma série de casos de alto perfil e condenou abusadores de crianças. A série investigativa PBS Frontline disse que ela estava em uma "cruzada".

Como procuradora geral, ela tomou várias decisões controversas. Ela irritou a comunidade cubano-americana em seu estado natal quando oficiais armados do FBI capturaram Elian Gonzales, de cinco anos, que mal sobreviveu a uma travessia de barco da Cuba comunista que matou sua mãe. Reno retornou o menino a seu pai em Cuba.

Ela foi diagnosticada com Parkinson em 1995 e anunciou-o em uma conferência de imprensa, onde ela disse que iria continuar a fazer o seu trabalho sem problemas. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: IB Times.

30 de outubro de 2016

Aos 82, Maria Alice Vergueiro assume o Parkinson no palco e dirige peças

30/10/2016 - A memória da atriz e diretora Maria Alice Vergueiro não tem hora certa para fazer hora. O Parkinson foi diagnosticado há mais de 15 anos. Mas foi na temporada de "As Três Velhas" (2010) que ela expôs a público a presença inequívoca de um dos sintomas, interrompendo, em 2014, uma sessão da peça ao perceber que não lembraria uma palavra sequer do texto, assinado pelo chileno Alejandro Jodorowsky.

Não é um estado permanente, suas lembranças vão e voltam como se à mercê de uma maré. Quando recebeu a Serafina, no início de outubro, em seu apartamento em Higienópolis, a atriz estava com a memória afiadíssima, o que possibilitou recordar-se inclusive da sensação de esquecer o texto em cena. "Sinto pavor", diz. "Mas ainda tenho a possibilidade de dar uma entrevista como esta. E de falar. E de pensar sobre o que estou falando. Isso é uma dádiva."

Para a estrela do vídeo "Tapa na Pantera", tornou-se nítido que a memória não é um caminho de retorno ao passado. "É um caminho pra frente em que você tem de restaurar o que ficou para trás", explica. Além da carreira no teatro -passando pela formação do Ornitorrinco, os palcos de Zé Celso, Gerald Thomas, Augusto Boal e, mais recentemente, a criação do Pândega, grupo que fará dez anos em 2017-, Maria Alice foi pedagoga. Ensinou artes e teatro em escolas e na USP.

Aos 82 anos, intui a proximidade da morte, levando os movimentos quebrados do Parkinson para a cena, espécie de butô, o estilo japonês do pós-Guerra que reverencia os mortos. Em "Why the Horse?" (2015), ainda em turnê, Maria Alice encena o próprio velório, cercada de lápides com os nomes dos artistas mortos que abasteceram seu repertório e formação.

A peça inclui um momento em que ela se deita no caixão. "Embora eu esteja com esse tremor, faço de tudo para não dar bandeira, para não ficar muito... muito viva, digamos assim", brinca.

DOENÇA NO TABLADO

O documentário "Górgona", que será exibido no dia 31 de outubro na Mostra Internacional de Cinema de SP, registra o início dessa fase em que a atriz começa a compreender que a velhice não lhe tiraria de cena, pelo contrário, traria a possibilidade de outras identidades.

Com direção de Fábio Furtado e Pedro Jezler, o filme costura bastidores dos cinco anos de temporada de "As Três Velhas". Sem entrevistas, apenas a lente aberta, permite observar a vida no camarim e momentos bastante íntimos compartilhados com os atores Luciano Chirolli e Pascoal da Conceição.

Com o fim da temporada de "As Três Velhas", Maria Alice cogitou a interrupção da carreira de intérprete. Mas ela foi convencida de que havia uma possibilidade performática inclusive na evolução da doença. "Decidimos assumir [o problema da memória]", conta Furtado, que assina a dramaturgia da peça. Em "Why the Horse", os companheiros de cena de Maria Alice passam soprando para ela o texto, à vista do público. Antes, era a atriz Carolina Splendore, integrante do Pândega, quem fazia o ponto eletrônico. Splendore diz que sabe o momento em que Maria Alice precisa de ajuda, "por um olhar dela, ou um movimento de mão."

Na sala de sua casa, um apartamento herdado da mãe, Maria Alice também se cerca de objetos e fotografias que sopram lembranças de uma vida inteira. A imagem de Samuel Beckett, no centro de uma parede, se avizinha a retratos dos netos, da bisavó, de um pôster de "Mãe Coragem e Seus Filhos", que estrelou em 2002. Instada a contar a história de um objeto, a atriz aponta a poltrona em que o pai morreu quando ela tinha 21 anos e estava grávida de seu primeiro filho.

TARÔ DA VIDA

Em 2007, quando Jodorowsky tirou o tarô para Maria Alice Vergueiro em uma sessão pública, a análise do dramaturgo apontou a influência "fortíssima" de um poder místico e também a presença de um arquétipo masculino determinante na sua vida. Diante da plateia, ela foi questionada sobre seu pai.

Ao microfone, contou que a morte dele foi um ponto de virada na própria trajetória de artista. "Durante muito tempo procurei aquela energia em outros homens, até que percebi que a energia estava em mim. Comecei a compreender meu pai como ser humano, não mais como um deus. Neste momento, eu me aquietei, porque vi como é interessante não ser um mito."

Cacá Rosset, com quem Maria Alice fundou o teatro do Ornitorrinco, diz que ela tem "um descaralhamento". Neologismo enigmático, talvez diga respeito a algo mais profundo do que falta de pudor, ou o oposto da castração.

A trajetória da atriz inclui uma transição, digamos, performática, do ensino para o teatro. Em 1974, uma comissão de sindicância foi aberta na USP para apurar um espetáculo em que Maria Alice era "enrabada" por Rosset (palavras do ator) enquanto gritava "Tudo pelo teatro brasileiro". Ela foi afastada.

Rosset tem a tese de que a expulsão de Maria Alice fez com que ela passasse a se dedicar mais à vida de artista. Ela diz que a morte do pai e a separação do marido libertaram-na do bom-comportamento de uma família quatrocentona. Naquela mesma década de 1970, traficou 4.000 ácidos da Califórnia, e vendeu todo o lote para pagar aluguéis do Teatro Oficina. Maria Alice associa o uso do LSD e de outras drogas com um momento em que a loucura era deslocada de seu velho lugar nos livros de medicina. Cita o neurologista Oliver Sacks, o antropólogo Carlos Castañeda e defende que uma percepção mais ampla seja levada para os momentos de sobriedade.

Não tem medo de fazer críticas a colegas, diz que se desinteressou por trabalhar com Zé Celso já nos anos 1970 e que não via o Ornitorrinco exatamente como uma companhia, mas sim como um teatro administrado por Rosset.

Ela lamenta não ter reclamado na época pelo fato de que não podia, por exemplo, ter acesso às finanças do grupo. Hoje, defende no Pândega uma participação igualitária. Do que ela teria medo? A resposta volta a ser da morte, dos "bichinhos" que vão comer sua carne. "Por mais que te cremem, ou que você tenha a oportunidade de viver na escuridão total", diz, "fico pensando: vai que, de repente, você sente falta de ar... Sei que é um absurdo pensar nisso, pois já estarei em decomposição...".

Segue um silêncio, e Maria Alice conclui sem meias palavras: "É uma merda".

Com as mãos tremendo no colo -as unhas pintadas com esmalte preto-, ela ri. Ri não... ela gargalha. Fonte: Folha de S,Paulo.

13 de setembro de 2016

Estado de saúde de Hillary domina noticiários norte-americanos

Em entrevista à CNN na segunda-feira à noite, candidata democrata afirmou que não imaginava que a doença tivesse "essa importância toda"

13/09/2016 - A dois meses das eleições para presidente dos Estados Unidos, a doença da candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton, vem dominando a campanha eleitoral. Os noticiários da TV norte-americana fazem indagações sobre a capacidade de a candidata voltar a exibir, no período que resta de campanha, o mesmo ritmo de trabalho de antes e mostram a cada meia hora as imagens de Hillary saindo de forma inesperada antes do término de um evento domingo passado, em Nova York, em homenagem às vítimas do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001.

As imagens exibem o momento em que a candidata se desequilibra e só não cai porque é amparada por seguranças. Não só a imprensa dos Estados Unidos, mas alguns representantes do próprio Partido Democrata vêm criticando a forma como o comitê de divulgação da campanha de Hillary Clinton demorou para divulgar informações antes e depois de uma médica particular emitir comunicado tornando público que a candidata foi diagnosticada com pneumonia.

Os jornais mencionam que o comitê atrasou mais de dois dias para levar à imprensa a informação sobre a doença. Quando decidiu tornar pública a informação, o comitê deixou de explicar detalhes importantes, o que só contribuiu para aumentar as especulações — se algo sobre a doença que ainda não foi divulgado.

Ao comentar as especulações, a campanha de Hillary reconheceu que falhou ao divulgar a informação sobre a pneumonia. Dirigindo-se a alguns representantes do Partido Democrata, que disseram estar decepcionados com a falta de transparência nos relatos sobre a saúde da candidata, a diretora de Comunicações da campanha, Jennifer Palmieri, admitiu que o trabalho da comunicação "poderia ter sido melhor".

Na segunda-feira à noite, ao conversar por telefone com o jornalista Anderson Cooper, da CNN, que questionou porque o comitê da campanha não divulgou logo que a candidata estava com pneumonia, Hillary Clinton respondeu que não imaginava que a doença tivesse "essa importância toda". Pelo Twitter, ela enviou mensagem de agradecimento a todas as pessoas que enviaram votos de pronta recuperação.

A mensagem diz: "Como todas as pessoas que ficam em casa, longe do trabalho, estou ansiosa para voltar. Verei vocês prontamente na caminhada".

Em entrevista ao programa Monday Night, da TV pública PBS, o ex-presidente Bill Clinton, marido de Hillary, procurou diminuir as especulações sobre a possibilidade de a campanha do Partido Democrata não estar sendo transparente sobre o estado de saúde da candidata.

— Não há mais nada que não tenha sido dito — afirmou Clinton.

Donald Trump

O candidato do Partido Republicano, Donald Trump, está aproveitando a ausência temporária de Hillary Clinton na campanha para reforçar seu programa eleitoral. Embora nas últimas semanas Trump tenha feito alusões à falta de condições estáveis de saúde para que Hillary possa governar o país, ele se absteve de fazer qualquer comentário a respeito do assunto depois que foi tornado público que a candidata do Partido Democrata estava com pneumonia.

A campanha de Donald Trump, porém, quer mais. Pretende ocupar o espaço deixado provisoriamente por Hillary Clinton para tentar apagar a péssima imagem que tem em setores do eleitorado feminino e também entre negros e latinos.

Segundo pesquisa publicada pela rede de TV ABC News, e pelo jornal Washington Post, Hillary Clinton tem vantagem de cinco pontos percentuais em relação ao candidato republicano entre mulheres e minorias. Fonte: Zero Hora.