14 de fevereiro de 2018

Dom Pedro Casaldaliga: "maior graça é o martírio"

13/02/2018 - Entrevistado pelo Vatican News, seu amigo Pe. Paulo Gabriel afirma: "Não morreu mártir, mas hoje, aos 90 anos, e há mais de 10 travado numa cadeira de rodas pela doença de Parkinson, se ele queria ser mártir, Deus o ouviu".
Cristiane Murray – Cidade do Vaticano

A terra, os índios, as mulheres marginalizadas, o povo negro, a causa ecológica: razões como estas foram o fio condutor da vida de um bispo espanhol conhecido como ‘o profeta da Amazônia’: poeta, defensor dos direitos do povo mais pobre e isolado, ameaçado de morte mais de dez vezes, Dom Pedro Casaldaliga é um homem livre de preconceitos e de apegos ao poder. Viveu e ainda vive numa casa simples, na prelazia que ajudou a criar, São Felix do Araguaia.

Foi lá que conheceu outro espanhol, o sacerdote Paulo Gabriel, que integrou a equipe de pastoral da prelazia mato-grossense travando lado a lado com o bispo suas batalhas mais corajosas.

“ Pedro é um homem livre de preconceitos e ataduras ao poder e isto lhe trouxe problemas, como a todos os profetas que são livres ”

"Teve momentos difíceis com o Vaticano, mas conseguiu superá-los. Pedro é um místico, um homem de oração, um homem muito bem-humorado. Humor é sinal de inteligência e de saúde psíquica. Nunca o vi – mesmo nos momentos mais difíceis ou trágicos – e não foram poucos – desanimado ou perdendo o sono”.

“ Pedro sempre disse, e nunca escondeu, que a graça maior que Deus pode conceder a alguém que segue os passos de Jesus é o martírio ”

Talvez poderia ter morrido, quando mataram seu amigo, Padre João Bosco. Parece que a bala era para ele. Não morreu mártir, mas hoje, aos 90 anos, e mais de 10/15 anos travado numa cadeira de rodas pelo Parkinson, se ele queria ser mártir, Deus o ouviu, porque não há martírio maior que este que ele vive atualmente: dependente em tudo dos outros, é trazido, levado, sem poder se movimentar, sem poder falar, sem poder ler... é uma morte lenta. E ele sempre disse: ‘Nunca reclamei do irmão Parkinson’. Prova de um homem humanamente maduro, espiritualmente maduro”. Fonte: Vatican News.


12 de fevereiro de 2018

O guitarrista do JUDAS PRIEST, GLENN TIPTON é diagnosticado com a doença de Parkinson


February 12, 2018 - Há dez anos, o guitarrista do JUDAS PRIEST, Glenn Tipton, foi diagnosticado com o início dos estágios iniciais da doença de Parkinson. Desde então, até recentemente, o músico de 70 anos viveu sua vida como o grande guitarrista de heavy metal que sempre foi, mantendo por sua própria definição um padrão de qualidade e desempenho incrivelmente importantes.

Agora, Glenn é capaz de tocar e executar algumas das músicas PRIEST que são menos desafiadoras, mas devido à natureza da progressão de Parkinson, ele quer deixar os fãs saberem que ele não estará viajando com a banda.

Fiel ao espírito metálico de "o show deve continuar", Glenn pediu ao produtor PRIEST e ao guitarrista do HELL, Andy Sneap, que balançasse a bandeira no palco para ele.

Glenn disse: "Quero que todos saibam que é vital que a turnê JUDAS PRIEST vá em frente e que eu não saio da banda - é simplesmente que meu papel mudou. Não descarto a chance de entrar no palco como e quando eu me sinto capaz de explodir um pouco de Priest! Então, em algum momento em um futuro não muito distante, estou ansioso para ver todos os nossos maravilhosos maníacos de metal mais uma vez ".

Os colegas da banda PRIEST de Tipton tiveram que dizer: "Tivemos o privilégio de testemunhar a determinação de Glenn e o compromisso constante ao longo dos anos, mostrando sua paixão e autoconfiança através das sessões de escrita, gravação e realização com o PRIEST. Ele é um verdadeiro herói do metal!

"Não estamos surpresos com a insistência de Glenn de que completemos o tour 'Firepower' e agradecemos Andy por se juntarem a nós para que os desejos de Glenn se tornem reais.

"Como Glenn disse, também não podemos esperar para tê-lo conosco a qualquer momento em qualquer lugar na estrada. Nós o amamos, Glenn!"

A doença de Parkinson é um distúrbio neurodegenerativo, o que leva à deterioração progressiva da função motora devido à perda de células cerebrais produtoras de dopamina. À medida que os sintomas pioram, torna-se mais difícil lidar com tarefas cotidianas e levar uma vida independente.

A doença de Parkinson afeta uma em cada 100 pessoas com mais de 60 anos. Enquanto a idade média de início é de 60, as pessoas foram diagnosticadas com 18 anos.

A causa exata da doença de Parkinson é desconhecida, embora a pesquisa aponte para uma combinação de fatores genéticos e ambientais.

Pat Torpey, o baterista de longa data do grupo de rock MR. BIG, morreu na semana passada devido a complicações da doença de Parkinson.

O novo álbum de JUDAS PRIEST, "Firepower", será lançado no dia 9 de março via Epic. O disco foi gravado por Sneap, o colaborador de longa data Tom Allom e o engenheiro Mike Exeter (BLACK SABBATH). O trabalho de capa para "Firepower" foi criado pelo artista e fotógrafo digital chileno / italiano Claudio Bergamin.

A perna norte-americana da turnê "Firepower" será lançada em 13 de março em Wilkes Barre, Pensilvânia, e será realizada em 1 de maio em San Antonio, Texas. O apoio na caminhada será de SAXON e BLACK STAR RIDERS. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Blabbermouth.

9 de fevereiro de 2018

Morreu Pat Torpey, dos Mr. Big

O baterista dos Mr. Big morreu esta quarta-feira


09.02.2018 - Morreu Pat Torpey, baterista dos norte-americanos Mr. Big. Tinha 64 anos.

O músico faleceu esta quarta-feira, estando as causas da morte relacionadas com a doença de Parkinson, não tendo sido avançados mais detalhes.

O anúncio da sua morte foi feito pela restante banda, através das redes sociais. Os Mr. Big pedem, agora, "privacidade neste momento muito difícil".

Pat Torpey foi baterista dos Mr. Big entre 1988 e 2002 e, após a reunião da banda, de 2009 até hoje. Antes de se juntar aos Mr. Big, tocou com artistas como Tina Turner, Belinda Carlisle e The Knack. Fonte: Blitz Sapo. Veja também aqui: Mr. Big founding drummer Pat Torpey, dead at 64.

25 de janeiro de 2018

Aos interessados em 2018, convém levar em conta a pouco conhecida maldição presidencial

25/01/2018 - A chance considerável de Lula ser preso após ser condenado em segunda instância inclui o petista no rol dos presidentes brasileiros com vidas marcadas por infortúnios.

Olhando em retrospecto, a maioria daqueles –e daquela– que chegaram ao cargo público máximo do país acabou, uma hora ou outra, dando-se mal.

A frequência é tamanha que cabe sugerir a existência de uma maldição dos presidentes, ideia que certamente só não encontra maior eco por carecer de qualquer rigor científico. (Não me esforçarei aqui para convencer aqueles que, de forma muito compreensível, repudiam minha análise sobrenatural dos fatos)

Lógica à parte, vamos aos elementos que dão força à tese de que maus ventos rondam a chefia do Poder Executivo federal.

Com seu dramático suicídio, Getúlio Vargas é o exemplo máximo deste mal.

Depois dele, tivemos os problemas de saúde e o afastamento de Café Filho, a renúncia de Jânio Quadros e o golpe que derrubou e exilou João Goulart.

JK, que parecia que sairia incólume após benquista presidência, acabou tendo o cargo de senador cassado pela ditadura militar (bom texto a respeito aqui). Foi pressionado a se exilar e, de volta, teve a vida devassada por investigações que em nada dariam. Como se não bastasse, morreu em um acidente de carro em 1976.

A SINA DOS ELEITOS

De Getúlio para cá, entre os eleitos pelo voto popular, só se salvaram de derrubadas, punições judiciais e outros contratempos Eurico Gaspar Dutra e –até agora– Fernando Henrique Cardoso.

Além dos já citados, encontraram maus destinos Collor e Dilma, derrubados pelo impeachment.

Os que chegaram ao poder sem ter sido eleitos diretamente para o cargo tiveram mais sorte, casos de Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo, que apesar de tudo que se deu em seus governos, concluíram suas presidências e não foram importunados posteriormente nem por clamores político-jurídicos nem por mortes terríveis.

Também não enfrentaram a aparente sina presidencial os inicialmente vices Itamar Franco e –até agora– José Sarney e Michel Temer.

Mas para mostrar que a maldição parece não poupar os indiretos, urge lembrar de Castelo Branco, morto em acidente aéreo após deixar a presidência; Costa e Silva, vítima de derrame cerebral que o tirou do cargo e o matou pouco depois; e Tancredo, que nem conseguiu tomar posse.

VELHA ESPERANÇA?

Nosso recorte pós-getulista já indica números suficientemente alarmantes para os interessados em registrar candidatura em 2018.

Dos 19 citados, 11 tiveram destinos nefastos e 8 deles escaparam.

Os negacionistas da tese do cargo amaldiçoado talvez mirem a República Velha, apostando que os tempos oligárquicos protegeriam mais nossos mandatários.

Enganam-se.

De 13 da época, só 3, bem ou mal, foram poupados: Prudente de Morais, Campos Sales e Venceslau Brás.

Primeiro presidente, Deodoro da Fonseca foi forçado a renunciar após tentar um autogolpe, morrendo menos de um ano depois.

Após uma tumultuada presidência, seu sucessor, Floriano Peixoto, com saúde bastante debilitada, também morreu nos meses que se seguiram a sua saída do cargo, com apenas 56 anos.

Rodrigues Alves foi vitimado pela gripe espanhola antes de assumir seu segundo mandato presidencial.

Afonso Pena padeceu de uma pneumonia fatal durante o mandato.

Delfim Moreira alternava momentos de lucidez com insânia, pouco governando na prática. Foi outro a morrer menos de um ano após deixar a presidência.

Hermes da Fonseca passou meses na cadeia, já ex-presidente, após se envolver na revolta tenentista. Solto, morreria naquele mesmo 1923.

A sorte também não sorriu para Washington Luís, preso e exilado pelo movimento de 1930; Artur Bernardes, que também seria detido por se opor a Getúlio; Júlio Prestes, eleito e impedido pelos revolucionários de tomar posse; e Epitácio Pessoa, que, ex-presidente, perdeu o mandato de senador pós-1930, desencantou-se com o novo regime, afastou-se da política e morreu com mal de Parkinson e problemas cardíacos.

SALVAM-SE OS REIS?

Voltando atrás mais algumas casas, para o Império, o mau agouro é ainda mais regra.

Dom Pedro 1º foi forçado a abdicar ao trono brasileiro, protagonizou uma guerra civil em Portugal e morreu com 35 anos.

Seu filho, Pedro 2º, foi mais longevo e teve um reinado mais estável, mas acabou por ser derrubado pelos republicanos e banido do país, morrendo no exílio aos 66.

Somados os dois regimes, decerto resta inconclusiva a hipótese de que uma maldição assola nossos líderes.

Os mais racionais se exaltarão, dizendo que a profusão de trajetórias conturbadas se deve mais às personalidades dessas figuras e às estruturas nacionais do que à minha tese mística.

Pode ser, pode ser.

De todo modo, insisto: talvez não tenha sido uma boa ideia construir um país sobre um cemitério indígena. Fonte: Folha de S.Paulo.