22 de outubro de 2014

Ex-agente da CIA que inspirou "Argo" revela estar com Parkinson, diz jornal

21/10/2014 - O ex-agente da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) Tony Mendez, que liderou a operação que inspirou o filme "Argo", sofre de Parkinson, publicou nesta terça-feira (21) o jornal "The Washington Post".

"Argo" (2012), dirigido e protagonizado por Ben Affleck, que interpreta Mendez, narra a história real da operação de resgate de seis funcionários da embaixada americana em 1980 durante a crise dos reféns no Irã. Mendez, autor de três livros e responsável por orquestrar a operação, se transformou em uma celebridade depois do filme e manteve sua doença com discrição. No entanto, em um simpósio da Fundação Focused Ultrasound, uma organização que colabora na busca por tratamentos contra a doença, ele decidiu falar publicamente sobre o caso ao lado de sua mulher, Jonna Hiestand, também ex-agente da CIA.

O objetivo do casal é que a fama de Tony ajude a captar a atenção do público em favor de novos tratamentos.

"Se podemos encher uma sala para que um grupo de pessoas escute tanto sobre 'Argo' quanto sobre 'assim é como lidamos com o Parkinson...', então esta é como sua última missão", assinalou sua esposa em declarações ao jornal.

Jonna reconhece o marido "teve problemas para aceitar o diagnóstico", que coincidiu com o início de sua popularidade por conta do filme, quando passou a receber convites para dar conferências no mundo todo.

No meio deste ano, Mendez passou por uma intervenção de estimulação cerebral profunda, uma operação para implantar um eletrodo no cérebro e um estimulador no peito que emitem pequenos impulsos elétricos para bloquear os sintomas. Fonte: Cinema UOL.
Assim é bonito. Ainda mais para um ex-agente da CIA!

4 de outubro de 2014

Hugo Carvana morre aos 77 anos

Diretor fez filmes como 'Vai trabalhar, vagabundo' e 'Bar Esperança'.
Como ator, trabalhou nas novelas 'Roda de fogo' e 'Celebridades'.

04/10/2014 - O cineasta e ator Hugo Carvana morreu neste sábado (4) aos 77 anos no Rio. De acordo com o hospital em que Carvana estava internado desde o último domingo (28), em Botafogo, na Zona Sul, ele teve complicações causadas por um câncer no pulmão.

O velório será neste domingo (5) a partir das 9h, no Parque Lage, no Jardim Botânico. O corpo será cremado na segunda-feira (6), em cerimônia fechada para a família no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária.

Ao longo da carreira, iniciada em 1955, Hugo Carvana ficou marcado por retratar o típico "malandro carioca" em suas comédias de costumes. Foi ator de mais de 50 filmes. Dentre as produções que dirigiu, estão "Vai trabalhar, vagabundo" (1973), "Se segura, malandro" (1977), "Bar Esperança, o último que fecha" (1982), "O homem nu" (1996), "Casa da mãe Joana" (2007) e "Não se preocupe, nada vai dar certo" (2009).

"Ele não era somente um ator extraordinário, mas diretor, um intelectual que pensava o Brasil. É uma coincidência triste: Carvana era como José Wilker, um autor, pensava as coisas do Brasil, do cinema, tinha interesse grande pelo estado do mundo”, disse o cineasta e grande amigo Cacá Diegues, lembrando a morte do também ator e diretor José Wilker, em 5 de abril passado (veja a repercussão da morte de Hugo Carvana).

Homenagem no Festival do Rio
No último sábado (27), o Festival do Rio realizou uma sessão especial de "Vai trabalhar, vagabundo", com cópia restaurada. Os quatro filhos de Hugo Carvana – todos com a jornalista e agora viúva Martha Alencar – estavam presentes: Júlio, Cacala, Rita e Pedro Carvana. Devido à saúde debilitada, o cineasta não pôde comparecer.

"Em nome da família a gente quer agradecer às manifestações dos amigos. O Carvana é um e diretor fundamental para nossa cultura. O Carvana lutou o quanto pode e essa semana infelizmente ele partiu. A homenagem do Festival do Rio foi uma benção. Recuperaram o negativo do primeiro filme dele dirigido em 54. O filme vai passar amanhã [domingo] em Guadalupe. É uma bela homenagem a ele. Ele estava muito feliz com essa edição do festival", disse Julio Carvana, um dos filhos, no hospital.

Na TV Globo, atuou também em novelas como "Corpo a corpo" (1984), "Roda de fogo" (1986), "O dono do mundo" (1991), "De corpo e alma" (1992), "Fera ferida" (1993), "Celebridade" (2003) e "Paraíso tropical" (2007). Um de seus papéis mais conhecidos foi o do repórter policial Valdomiro Pena, do seriado "Plantão de polícia" (1979-1981).

'Se o Cinema Novo tivesse um rosto, seria o Carvana', diz Cacá Diegues
Seu último trabalho como diretor foi "Casa da mãe Joana 2" (2013). Como ator, fez parte do elenco de "Giovanni Improtta" (2013), de José Wilker.

Hugo Carvana nasceu no dia 4 de julho de 1937, filho da costureira Alice Carvana de Castro e do comandante da Marinha Clóvis Heloy de Hollanda. Era "um ilustre suburbano de Lins de Vasconcelos, que nunca renegou sua origem simples", conforme destaca o perfil no site oficial. O texto reforça que o ator e diretor ficou marcado em sua trajetória por ter "um quê de malandragem".

Na juventude, para conseguir entrar no estádio e torcer pelo Fluminense, costumava se disfarçar de vendedor de balas e ambulante. "Figura obrigatória nas mesas dos bares da noite carioca, cultivou amizade com grandes nomes da boemia e das artes – Roniquito, Ary Barroso, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, foram alguns", diz o perfil.

"Através dessa vivência criou personagens que povoam o universo carioca, como o malandro Dino em 'Vai trabalhar vagabundo'." A primeira vez em que viveu esse tipo de personagem foi em "O capitão Bandeira contra o dr. Moura Brasil" (1970), de Antônio Calmon. Fonte: Globo G1.

A reportagem não diz, mas HC tinha parkinson.

12 de setembro de 2014

Doença de Parkinson não impede Helen Mirren de brilhar por onde passa

Atriz se mostra disposta em divulgar seu trabalho

Foto: Getty Images
11/09/2014 - Aos 69 anos, Helen Mirren continua a brilhar em cada aparição pública e em cada projeto de cinema. A atriz britânica é a estrela de A Viagem dos Cem Passos e tem viajado pelo Mundo para promover o filme. Aliás, numa conferência de imprensa que aconteceu em Londres, Mirren surgiu mais elegante do que nunca e mostrou-se radiante por interpretar uma mulher francesa na longa metragem produzido por Oprah Winfrey e Steven Spielberg.

No evento, a atriz, vencedora do Óscar de Melhor Atriz  em 2007 pelo filme A Rainha, esteve bem disposta e não revelou sinais de cansaço, apesar de sofrer com a doença neurológica e crónica de Parkinson.

"Ter Parkinson é um processo lento, mas inevitável. É difícil viver com ele diariamente”, disse ao jornal The Guardian em 2010.

Mesmo lidando com a doença, Mirren tem seguido o seu curso natural, no que se pode considerar uma longa carreira de sucesso. Fonte: O Fuxico.

4 de setembro de 2014

Aos 94 anos, Eva Todor está reclusa por causa de Parkinson

04/09/2014 - Aos 94 anos, Eva Todor está reclusa em casa, no Flamengo, por causa da doença de Parkinson. Viúva e sem filhos, depende dos cuidados do motorista, Marcos Otaviano, seu funcionário há 24 anos, e de um esquema de home care. A atriz recebe poucas visitas, escuta mal e fala com dificuldade, mas se diz empolgada com os “120 anos de carreira”, ano que vem.

- Serão 40 de Globo e 80 de teatro. Não quero festa, só fazer um discurso agradecendo o público. Gostaria de festejar, se Deus permitir e me der saúde, com mais um trabalho, não precisa ser grande - diz a atriz à coluna. Fonte: Globo G1.

21 de agosto de 2014

Edward Leffingwell morre aos 72 anos nos Estados Unidos

20 de Agosto, 2014 - Crítico e curador reconhecido como um dos grandes promotores da arte contemporânea brasileira nos EUA, Edward Leffingwell morreu, aos 72 anos, em Flushing, Queens, vítima das consequências da doença de Parkinson. A morte de Leffingwell, no dia 5, foi anunciada por seu irmão Thomas Lefingwell. Nascido em 3 de dezembro de 1941, filho de um físico, desde adolescente Leffingwell mostrou interesse pelo universo artístico, enquanto vivia em Toungstown. Em 1960, já instalado em Nova York, tornou-se amigo do artista brasileiro Hélio Oiticica, um dos grandes nome do neoconcretismo, e de vários integrantes da Factory de Andy Warhol.

Sua carreira como curador começou há 30 anos, quando assumiu a direção do P.S.. 1, espaço destinado à arte experimental, posteriormente incoporado ao Museu de Arte Moderna de Nova York (agora MoMA/P.S.1). Um dos artistas promovidos por Leffingwell na época foi o escultor minimalista John McCracken. Ele também lançou o polêmico artista texano Michael Tracy, pioneiro do neoexpressionismo.

Em 1988, o curador assumiu a direção da Los Angeles Municipal Art Gallery, promovendo artistas como George Herms e expondo latinos, muitos deles brasileiros, além de assinar a curadoria de salas especiais na Bienal de São Paulo, da qual virou uma espécie de embaixador. Um dos artistas revelados por ele é o cineasta underground Jack Smith (1932-1989), precursor do cinema camp e ator em filmes de Warhol. Fonte: Diario Web.br.