28 de janeiro de 2013

Morre na África do Sul polêmico criador do Museu do Apartheid

Johanesburgo, 27 jan (EFE).- O magnata Abe Krok, controvertido criador, ao lado de seu irmão gêmeo Solly, do Museu do Apartheid, em Johanesburgo, e da célebre máquina depiladora Epilady, morreu nesta semana na África do Sul, aos 83 anos de idade, informou neste domingo o jornal 'Sunday Times'.

Krok, que era um químico de formação, sofria do mal de Parkinson e demência senil. Ele ficou rico ao lado de seu irmão ao montar uma indústria farmacêutica.

Durante os anos do regime racista do apartheid, os Krok fizeram fortuna com a venda de um creme para branquear a pele muito popular entre os sul-africanos negros.

O produto, concebido pelos dois irmãos na cozinha da casa de sua mãe, continha hidroquinona, uma substância que despigmenta a pele.

A África do Sul proibiu este tipo de creme em 1990, já no fim do governo segregacionista imposto pela minoria branca, por seu suposto perigo para a saúde.

Pouco depois, os Krok deixaram a indústria farmacêutica para se dedicar ao jogo, com a abertura de cassinos e a fundação, em Johanesburgo, do parque temático e de atrações Gold Reef City.

Ao lado do parque, Abe e Solly criaram em 2001 o museu do Apartheid, um dos lugares turísticos de mais sucesso da cidade de Johanesburgo, onde a vida durante o regime racista é relatada com rigor e emoção.

O lançamento no anos 80 da máquina depiladora Epilady, que as filhas dos gêmeos se encarregavam de vender nos Estados Unidos, foi outro das grandes conquistas comerciais dos Krok. Abe Krok também tinha negócios imobiliários e hoteleiros.

Apaixonado por futebol, ele foi proprietário do time Mamelodi Sundowns, da primeira divisão do campeonato da África do Sul.

Nascido em Johanesburgo em uma família judia que veio da Lituânia para a África do Sul em 1920, Abe Krok deixa seis filhos e sua esposa Rosie, além de uma fortuna, cujos herdeiros já começaram a disputar nos tribunais, estimada em cerca cem milhões de euro, segundo a imprensa local. Fonte: Globo G1.

19 de janeiro de 2013

Bill Clinton: tremor de mão não é de Parkinson

01/18/13 - O ex-presidente Clinton, na quinta-feira, descreveu um pequeno tremor em sua mão como um produto do envelhecimento normal e não a doença de Parkinson.

Clinton mencionou o tremor ocasionalmente perceptível enquanto participava, em nome de sua fundação, do Desafio Humana.

"Tenho uma condição que às vezes você começa com o envelhecimento", disse Clinton. "Minha mão tem um pequeno tremor quando eu estou cansado, e um monte de gente faz isso quando está mais velho."

"A primeira vez que isso aconteceu, eu tive que marcar consulta para ter certeza que não tinha Parkinson, e fiquei tão aliviado que não me importava o quanto ele balançou depois disso", disse ele.

O tema surgiu quando Clinton discutiu proibição no golfe de apoiar as mãos contra o corpo.

O ex-presidente falou sobre seu tremor e diagnóstico negativo para Parkinson em 2009, com Sanjay Gupta, da CNN.

"Se eu tivesse Parkinson, queria saber para que pudesse me preparar. Tinha consultado e o médico disse 'não'. Ele diz que é apenas um fenômeno normal de envelhecimento ", disse Clinton.

O Desafio Humana termina domingo, no PGA Palmer West em La Quinta, Califórnia conforme CNN informou sexta-feira. (original em inglês, tradução Hugo) Fonte: The Hill.

14 de janeiro de 2013

Domingos Oliveira cria alter ego e aborda Parkinson em peça

‘Clímax’ traz o autor e diretor em cena, como um amante da literatura policial

14/01/13 - Aos 76 anos, Domingos Oliveira acaba de inventar um alter ego sob medida para tratar de temas e questões inéditos em sua trajetória artística. Com estreia prevista para sábado, no Teatro Gláucio Gill, a peça “Clímax” traz o autor e diretor em cena, como um amante da literatura policial diagnosticado com o Mal de Parkinson, mas que se deixa absorver apenas pelo prazer dos mistérios e por sua livre e irrequieta imaginação — mais próximo de Domingos, impossível. Inquieto e eternamente apaixonado por seus novos planos, ele trabalha para lançar dois filmes e está prestes a filmar com Fernanda Montenegro a peça “Do fundo do lado escuro”. Além disso, nos próximos meses cuida da programação do Gláucio Gill, que terá solos de Aderbal Freire-Filho, Maria Mariana, Sara Antunes e um stand up do ator Matheus Souza, seu pupilo na “vida real” e principal algoz nesta nova montagem teatral.

O que o levou a escrever esta peça?
Queria falar das vivências de um homem mais velho. A finitude e as limitações da vida, a dor e o medo. O medo da morte e como a ideia de estar ligeiramente convidado a acabar altera sua visão do mundo. Mas, principalmente, eu queria falar sobre o Parkinson. Tenho a doença há 14 anos.

E nunca falou sobre...
Não faço alarde porque não tremo, é uma doença que não mata e não altera a minha produtividade. Mas queria abordá-la porque é curiosíssima e tem as mesmas características do medo. Assim como ele, ela nos paralisa. No Parkinson você envia uma ordem ao músculo, mas ela se atrasa e, às vezes, não chega. O cérebro deixa de produzir um hormônio que a transmite, então você ordena e nota, decepcionado e humilhado, que não é mais obedecido.

Por que o teatro para tratar dela? Qual foi sua preocupação ao transpor para a cena algo tão pessoal?
Eu tinha um diário que parecia um monólogo, mas daria numa peça sobre a doença, que afastaria as pessoas. Tenho horror a autopiedade, não me queixo. Se perguntar se está tudo bem, digo que sim, e com sinceridade, porque sei que eu poderia estar muito pior. Mas não me vejo como guerreiro, e sim um funcionário da vida, que trabalha no departamento de propaganda. Estar do lado da vida ou da morte é uma questão de opção. Assim como time de futebol. É preciso saber em qual arquibancada sentar, e se o seu time estiver perdendo o campeonato não é isso que vai fazer você deixar de torcer. Então, a adesão à vida é incondicional.

Como fez para driblar o solo sobre a doença e como ela está inserida nessa nova dramaturgia?
Num dia me desceu com força uma história policial, que sempre gostei de ler, mas não se vê no teatro. Imaginei um detetive de cadeira de rodas que tivesse Parkinson, para que eu pudesse fazer. Me pareceu engraçado, e aí me veio o antagonista, um jovem ágil, na melhor fase da vida, no auge da potência, um contraponto. É um duelo entre o bem e o mal. Velho tema. Que recursos pode ter um velho entrevado contra um jovem sadio e potente? Mas ele os tem, intelectuais e espirituais. É uma ótima história, daria um puta filme. (segue…) Fonte: Globo G1.

13 de janeiro de 2013

Ex-presidente George H.W.Bush pode deixar hospital em breve, diz porta-voz

13/01/2013 - AUSTIN, Estados Unidos, 13 Jan (Reuters) - O ex-presidente dos EUA George H.W. Bush, que está hospitalizado em Houston desde novembro, pode ter alta nos próximos dias, disse um porta-voz da família no domingo.

"Temos esperança de que o presidente possa receber alta nesta semana, mas estamos levando um dia de cada vez", informou o porta-voz, Jim McGrath em um e-mail. (…)

Bush tem doença de Parkinson na parte inferior do corpo, que causa perda de equilíbrio, e usa uma cadeira de rodas há mais de um ano. (segue...) Fonte: Globo G1.
Doença de Parkinson na parte inferior do corpo? Nunca ouvi falar. Sei que um lado pode ser mais atingido que o outro! Mas em cima diferente de baixo?