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3 de maio de 2019

Ali, a estrela que nunca se apaga

por Raúl Hernández
3 de maio 2019 - Mais uma vez tivemos movimento no boxe, no boxe sempre há rotação, já que nunca pára de se mexer. Muhammad Ali é um tema obrigatório que nunca pode ser deixado de fora das narrativas pugilísticas e hoje vamos dar um pouco de vida ao seu glorioso legado.

As lendas não morrem, e o ex-campeão peso-pesado Muhammad Ali existirá eternamente na memória de seus fãs, imortalizando-o como um magnífico lutador.

A PERSONALIDADE CONTROVERSA DE MUHAMMAD ALI
Pelo seu modo de ser, fanfarrão e arrogante, Ali, era controverso dentro e fora do ringue, ao grau de auto-designado como "o maior".

Dizem que ele tinha um grande coração e que ele ajudava os necessitados, ele era odiado e amado, defensor dos direitos humanos e incansável combatente do preconceito racial. Antes de suas lutas, Ali, declarou um número infindável de verborragias provocando os oponentes tirando-os do sério.

Em uma ocasião, Sonny Liston, eterno rival fez uma piada de mau gosto em um evento público ao puxar uma arma e disparando para o ar, o que causou Muhammad a fugir em terror, Liston tinha-o dado a experimentar o gosto de seu próprio remédio.

CASSIUS CLAY REJEITOU A GUERRA DO VIETNAME
Criador do estilo de "picar como uma abelha e voar como uma borboleta" Cassius Marcellus Clay Jr. (seu nome verdadeiro) Ali mudou seu nome, bem como religião por sua recusa em se aventurar no conflito bélico no Vietnã.

Ali, ele enfrentou o melhor de seu tempo; George Foreman, Ken Norton e Joe Frazier, este último foi o primeiro a derrotá-lo, e a lista de seus oponentes é ampla. Entre os que se destacam estão Leon Spinks, Floyd Patterson e o lendário Archie Moore.

Antes de entrar no campo profissional, Cassius Clay, figurou no setor amador quando conquistou a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos em Roma em 1960, vencendo por decisão ao polonês Zbigniew Pietrzykowski.

A DOENÇA DE PARKINSON
Depois de tanta glória para Ali, veio o declínio e depois de pendurar as luvas, Ali anunciou que sofria da doença de Parkinson, como resultado dos golpes absorvidos durante sua longa carreira. Seu legado permanece na posteridade, Ali é uma estrela da constelação de boxe. Original em espanhol, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Lider Web.mx.


Veja mais aqui: Antoine Fuqua Delivers A Cinematic Love Letter To His Hero With ‘What’s My Name | Muhammad Ali’.

5 de novembro de 2017

Muhammad Ali é um rebelde com sede de liberdade em nova biografia

'Ali: A Life' retrata boxeador que se opôs ao governo e defendeu causas raciais, religiosas e sociais

04 Novembro 2017 | Ele dizia que era o maior de todos os tempos, e tinha razão. Poucos atletas conseguem chegar ao ápice do esporte. Dentre os que conseguem, dois ou três alcançam o topo com uma ginga que fazem deles também a principal atração de sua modalidade. Só um abriu mão de tudo isso para tomar uma atitude malvista, mas íntegra.

Quando morreu, em 3 de junho do ano passado, Muhammad Ali foi lembrado não apenas como o mais galardoado e fascinante peso pesado do boxe, mas também por ter se recusado a servir na Guerra do Vietnã, em protesto contra a supremacia branca. Atualmente, atletas negros protestam em uníssono contra o governo americano. Ali fez isso sozinho. Por ocasião de seu falecimento, Barack Obama, que tinha na Casa Branca um par de luvas usado pelo boxeador, o comparou a Martin Luther King e Nelson Mandela.

Lançada em outubro, Ali: A Life, de Jonathan Eig, é a primeira biografia de peso a ser publicada desde a morte de Ali. Trata-se de uma narrativa contundente: muitos mitos envolvendo o boxeador são postos a nocaute. Quando tinha 12 anos, Cassius Clay realmente começou a praticar boxe para se desforrar do roubo de sua bicicleta — mas seus pais também lhe compraram um patinete para que ele não ficasse totalmente a pé. No início da carreira, ele gostava de seu nome de batismo, que parecia coisa de gladiador. Campeão olímpico, ainda exibia orgulhosamente sua medalha anos depois de tê-la conquistado (e não a atirou no rio Ohio com raiva dos restaurantes que proibiam a entrada de negros, como o próprio Ali diz na autobiografia que publicou em 1975). Embora vivesse se gabando de sua valentia, Ali tinha medo de avião, ficava extremamente tímido perto das moças quando jovem — chegou a desmaiar depois de tentar beijar uma garota — e sucumbia ao nervosismo antes de suas lutas. Apesar de todas as suas tiradas espirituosas e suas rimas, os colegas de escola o consideravam “burro como uma porta” e Ali era praticamente analfabeto.

Eig apresenta o retrato de um homem que dizia fazer “tudo por instinto”, dentro e fora do ringue. Seus impulsos se digladiavam uns com os outros. Ali tinha sede de fama, mas não fazia questão de que gostassem dele. Deixava os americanos brancos espumando de raiva e chamava seus adversários negros de “Uncle Tom” (epíteto aplicado a negros subservientes aos brancos). Queria a todo custo ser conhecido, e era por isso que, na adolescência, ia de porta em porta anunciando suas lutas e, para treinar, corria ao lado do ônibus escolar. Também adorava ganhar dinheiro. Em 1974, aceitou US$ 5 milhões do ditador do Zaire, Mobutu Sese Seko, para enfrentar num combate televisionado — realizado em Kinshasa e anunciado como “luta na selva” — o então invicto campeão dos pesos pesados, George Foreman. E era viciado em sexo. Casado quatro vezes, Ali gostava de jogar as ex-mulheres umas contra as outras, pedindo-lhes que fizessem reservas em hotéis para suas puladas de cerca. Muitas vezes era apanhado com prostitutas em dias de luta.

Por outro lado, tinha a generosidade de sua mãe, fazendo visitas frequentes a hospitais e escolas e oferecendo ajuda a todos que o procuravam em busca de caridade. Infelizmente, a prodigalidade se misturava com o senso de lealdade. Sua fortuna foi dilapidada por um bando de bajuladores. E para isso também contribuiu a Nação do Islã. Foi através das crenças do líder do movimento, Elijah Muhammad, que Ali realizou seu desejo mais profundo: rebelar-se. Seu pai o havia criado com histórias sobre a crueldade do homem branco e agora ele tinha uma maneira de revidar. Os brancos que ficassem com sua segregação, pois Elijah defendia a criação de um país negro, com leis negras. Daí a recusa em lutar contra os vietcongues, decisão que custou a Ali uma condenação de cinco anos de reclusão (revertida pela Suprema Corte antes que o boxeador tivesse começado a cumprir a pena) e três anos de sua carreira.

A índole desafiadora, segundo Eig, era a principal característica de Ali, e também sua falha trágica. O livro faz uso abundante de estatísticas, análise do discurso e uma infinidade de entrevistas para ilustrar a deterioração física e mental de Ali após os 35 anos, assim como a teimosia com que o boxeador negava isso. No fim, aquele que “voava como uma borboleta e ferroava como uma abelha” tinha se tornado “um saco de pancadas ambulante”. Ali foi atingido por 200 mil golpes ao longo da carreira, tendo recebido oito vezes mais socos do que aplicou no adversário em sua última luta por um título. É pena que essa biografia magistral reserve apenas 30 páginas para as três últimas décadas da vida do boxeador, quando ele lutou contra a doença de Parkinson e, com a idade, moderou sua revolta, chegando mesmo a representar os EUA em negociações com o Irã e o Iraque. De qualquer forma, Eig consegue abrir a guarda de Ali e penetrar o íntimo de um herói americano que acreditava na liberdade individual mais do que na lealdade a uma bandeira — alguém que, em suas próprias palavras, “queria ser livre”. /Tradução de Alexandre Hubner. Fonte: O Estado de S.Paulo.

9 de setembro de 2016

Relíquias de Muhammad Ali vão a leilão nos Estados Unidos

Cinturão de campeão mundial de 1974 deverá ser vendido por R$ 1,9 milhão

09 Setembro 2016 | O cinturão de campeão mundial de boxe de 1974 e uma carta escrita à mão sobre sua conversão ao Islã estão entre os itens de Muhammad Ali que serão leiloados neste sábado, em Dallas, nos Estados Unidos. A lista com dezenas de itens inclui ainda o calção usado por Ali na vitória sobre George Foreman no Zaire, em 1974 e as luvas usadas por Sonny Liston quando ele perdeu o título para Ali em 1964.

O leilão será promovido pela Heritage Auctions. A maioria dos itens vieram de colecionadores, e não da família de Ali. O item mais caro é o cinturão de 1974. A Heritage Auctions espera arrecadar com o cinturão do Conselho Mundial de Boxe cerca de US$ 600 mil (R$ 1,9 milhão).

Outro item bem avaliado entre os colecionadores é a carta de 1964 enviada por Ali à revista Life, na qual ele fala sobre sua conversão ao Islã. Em 18 de fevereiro de 1964, o ex-boxeador deu uma entrevista à Life anunciando que estava mudando seu nome de Cassius Clay para Muhammad Ali.

Os editores estavam preocupados de que ele iria negar a entrevista depois da publicação da revista e, então, Ali assinou uma declaração na qual dizia claramente que ele estava mudando seu nome. O documento deverá render US$ 100 mil (R$ 320 mil), mesmo valor de um roupão usado por Ali em uma luta contra Ken Norton, em 1976.


Muhammad Ali morreu aos 74 anos em 3 de junho deste ano, em decorrência de complicações respiratórias depois de 32 anos de batalha contra a doença de Parkinson. É considerado um dos maiores atletas de todos os tempos e, além das vitórias nos ringues, se destacou pela postura política, pouco comum em atletas de grande expressão. Fonte: O Estado de S.Paulo.

25 de março de 2013

Jennifer Lopez é homenageada em premiação nos Estados Unidos

Cantora foi com o namorado, Casper Smart, a evento beneficente em prol da cura da doença de Parkinson.

Jennifer Lopez foi homenageada durante a 19ª edição do prêmio “Muhammad Ali Celebrity Fight”. A cantora, que estava com o namorado, Casper Smart, também se apresentou no evento beneficente em prol de pesquisas que visam a cura da doença de Parkinson. A premiação foi realizada em Phoenix, nos Estados Unidos, neste sábado, 23. (segue...) Fonte: Ego G1.

18 de janeiro de 2012

A sus 70 años, Muhammad Ali sigue luchando

EL TRES VECES CAMPEÓN DEL MUNDO EN BOX FESTEJÓ AYER SU CUMPLEAÑOS. LA CELEBRACIÓN SEGUIRÁ EN TRES ESTADOS

Miércoles 18 de Enero del 2012 - Su cuerpo, que fue de acero, está ahora curvado; sus gráciles pies ahora se arrastran; sus brazos temblorosos son sujetados por su mujer y su hija y su voz apenas se escucha: Muhammad Ali, el que para muchos es el mayor boxeador de todos los tiempos, cumplió ayer 70 años “noqueado” por el Parkinson.

Cada aparición pública puede ser la última del que fuera rey del ring, que celebró su cumpleaños en su ciudad natal, Louisville. El sábado se le pudo ver en una gran fiesta en Louisville. Los cerca de 350 invitados, lo recibieron con  con aplausos y con gritos de “Ali, Ali”. (segue...) Fonte: Telegrafo.ec.

14 de dezembro de 2011

O dia em que o tempo nocauteou Ali

Há 30 anos, a 'nobre arte' ficou menos ágil, veloz e criativa com o fim da carreira de seu lutador mais importante

por WILSON BALDINI JR. - O Estado de S.Paulo
11 de dezembro de 2011 | Foi em um modesto campo de beisebol, em Nassau, nas Bahamas, há exatos 30 anos, que Muhammad Ali subiu pela última vez em um ringue. Mas a despedida do nome mais importante do boxe em todos os tempos foi melancólica. Diante de dez mil espectadores, Ali, aos 39 anos, se apresentou com 107 quilos - maior peso de sua carreira -, com visíveis problemas motores e com a voz prejudicada.

Seu médico particular, Ferdie Pacheco, afirmara que o boxeador já estava com sinais de problemas neurológicos - em 1984, Ali revelou estar com Mal de Parkinson. Os organizadores do combate levaram Ali para ser examinado por 30 médicos em Nova York. Ele foi submetido a todos os tipos de exames da época e nada foi constatado.
Por US$ 1,1 milhão, Muhammad Ali se preparou por 11 semanas na pequena ilha do Atlântico para enfrentar o canadense Trevor Berbick, de 27 anos, quarto colocado no ranking da Associação Mundial de Boxe. Ex-campeão dos pesos pesados, Ali sonhava com a quarta conquista. Os críticos norte-americanos não acreditavam em um novo "milagre", como aquele de 1974, quando da vitória espetacular sobre George Foreman, no Zaire. Mesmo diante de um rival limitado como Berbick, que iria receber US$ 350 mil e que tinha como melhor resultado uma derrota por pontos para Larry Holmes, oito meses antes.
Na entrevista coletiva, Ali mantinha o bom humor, uma de suas características. "Berbick é um adversário fácil de pegar. Eu sou o mesmo que bateu Joe Frazier, em Manila", disse, referindo-se ao épico duelo de 1975, quando venceu o grande rival. "Posso dançar e pular os dez roundes. Berbick não vai me achar no ringue. Só vai sentir meus golpes."
E Ali realmente surpreendeu nos três primeiros assaltos, ao iniciar o combate com o seu tradicional jogo de pernas, um tanto menos veloz, e o jab perfeito, que acertava em cheio a cabeça do adversário. Um direto de direita tirou o equilíbrio de Berbick no terceiro assalto. O público vibrou e gritou "Ali, Ali, Ali", acreditando em mais um milagre do "The Greatest".
A partir do quarto assalto, Berbick passa a atacar a linha de cintura de Ali, que por sua vez abusa do 1-2 (jab de esquerda e direto de direita), seguido por um agarrão. A respiração já está ofegante e os golpes não têm a mesma eficácia. No quinto assalto, Ali vai para as cordas e guarda energia para surpreender o rival nos 30 segundos finais.
No sexto, Berbick tenta pressionar, mas seu boxe é pobre. Se Ali tivesse dez anos menos, o canadense já não estaria mais em ação. No sétimo round, o instinto de Muhammad Ali o faz catimbar, ao chamar o adversário para a briga, após uma troca de golpes.
No intervalo para o oitavo round, o técnico Angelo Dundee, que esteve ao lado de Ali em toda a sua carreira, está preocupado. Em 1980, foi o treinador que mandou o juiz parar a luta antes do 11.º round para, desta forma, encerrar o castigo que o jovem promissor Larry Holmes impunha ao seu pupilo.
Mas desta vez Dundee permite que a luta siga. E Ali volta com seu jogo de pernas e até arrisca perigosas esquivas. Tanto esforço deixa o ex-campeão esgotado. Sua sorte é que Berbick também está cansado, mas a juventude está ao seu lado. O canadense ataca todo 9.º round, assim como o décimo. O público não se contém. "Ali, Ali, Ali" é o grito dos espectadores e de todos que acompanhavam aquela luta em todo o mundo, sabedores de que o fim da carreira do maior mito da nobre arte estava chegando ao fim.
Placar. Os jurados foram unânimes a favor de Berbick. Dois anotaram 99 a 94 e outro, 97 a 94. Mas o resultado pouco importava. Muhammad Ali não havia perdido para Trevor Berbick. Ele havia perdido para o tempo.
"Eu te amo. Vou ganhar o título mundial em sua homenagem", disse Berbick, ainda no ringue. Ele cumpriu a promessa em 1986. Mesmo ano em que perdeu o cinturão para Mike Tyson. Berbick morreu em 2006, aos 52 anos, assassinado pelo sobrinho.
Há 27 anos, Ali convive e ajuda as pesquisas na busca pela cura do Mal de Parkinson. No início de carreira seu slogan era: "Voar como uma borboleta e picar como uma abelha". Hoje a abelha não machuca mais, mas a borboleta segue espalhando amor pelo planeta.

2 de dezembro de 2011

Muhammad Ali dá susto na família ao ser internado nos EUA

Lenda do boxe foi hospitalizada após ficar inconsciente, mas passa bem

02/12/2011 - Uma das lendas vivas do esporte mundial, Muhammad Ali passou por um susto no último dia 19 de novembro. De acordo com as publicações “Star Magazine” e “RadarOnline”, ele precisou ser levado ao hospital após ficar inconsciente no Arizona, Estados Unidos.

Um porta-voz da polícia local, Alan Laitsich, confirmou o ocorrido:

- A vítima começou a desmaiar no carro e, quando chegaram em casa, ele ficou inconsciente.

Tudo, porém, já foi resolvido e Ali está totalmente recuperado. Entretanto, detalhes sobre os dias que ele ficou hospitalizado e o tratamento não foram revelados.

O peso-pesado Cassius Clay, verdadeiro nome de Muhammad Ali, foi o detentor do título mundial da categoria em três oportunidades, além de conquistar o título olímpico em 1960. Aposentado dos ringues desde 1981, ele descobriu pouco depois que era portador do Mal de Parkinson.

No mês passado, cinco dias antes de ser internado, Ali compareceu ao funeral de seu maior rival, Joe Frazier, que lhe tirou a invencibilidade em 1971. Aos 67 anos, Frazier sucumbiu a um câncer de fígado. Fonte: R7.

7 de agosto de 2011

A ascensão do maioral
Em O Rei do Mundo, David Remnick refaz a carreira do lendário lutador Muhammad Ali
07 de agosto de 2011 | A foto que você vê ao lado (foi retirada pela fonte) é o desfecho do segundo combate entre Cassius Clay e Sonny Liston. A luta terminou no primeiro round e era a revanche de Liston, que fora derrotado antes por um jovem Clay, falastrão e até certo ponto desconhecido - embora já tivesse ganhado a medalha de ouro na Olimpíada de Roma. Falando dessa foto, David Remnick diz que "talvez seja a imagem definitiva de Ali no ringue". Feroz, belo, esbravejando contra Liston jogado na lona.

Essas linhas estão no livro O Rei do Mundo - Muhammad Ali e a Ascensão de Um Herói Americano, um dos belos exemplares do jornalismo literário voltado para a atividade esportiva. Nele, Remnick, editor da revista New Yorker, refaz o início da carreira de Ali, situando-a primeiro no ambiente pugilístico e também na fronteira de tensões religiosas, raciais e políticas que caracterizaram os Estados Unidos nos anos 1960. Anos do assassinato de Kennedy, das lutas pelos direitos civis de Martin Luther King e Malcolm X, da Guerra do Vietnã, dos Beatles e hippies.

É muito fácil fazer uma prosa elegíaca de Cassius Marcellus Clay que, depois de convertido ao islamismo, mudou seu nome para Muhammad Ali. A maior parte dos entendidos o considera o maior peso pesado de todos os tempos, superando de longe Joe Louis e Rock Marciano. Ali dançava no ringue, falava sem parar antes e depois das lutas, compunha versos provocativos ao adversário, previa em que assalto colocaria o outro a nocaute. Dentro das cordas, tinha a pegada de um gigante e a leveza de uma borboleta. Flutuava com beija-flor e picava como abelha, como ele próprio dizia. Exibia um repertório completo de golpes. Além disso, era bonito como um deus e dispunha de ego à altura dessas qualidades.

No entanto, Remnick prefere passar ao largo das mitificações. Para chegar a Ali, recorda das lutas entre Floyd Patterson e Sonny Liston, o primeiro representando o "negro bom", confiável, e o outro, o "negro mau", saído dos presídios, com sua cara de poucos amigos e hábitos ainda menos recomendáveis.

Quando Clay, já se aproximando da Nação do Islã, desafia Liston, os papéis trocam de lado. Afinal, Liston, ainda que tivesse passado criminal, era preferível a esse falastrão, integrante de um grupo que considerava toda a raça branca como inimiga.

Os pontos altos do livro são as narrativas dos combates entre Liston e Ali, em 1964 e 1965. É um texto fascinante, que mantém o calor descritivo e termina por uma coda analítica. Mesmo porque, após as vitórias, Ali se tornaria não apenas o principal nome do pugilismo, mas uma personalidade do século.

Naqueles anos políticos, Ali recusou-se a lutar no Vietnã, sob a alegação simples de que "nada tinha contra os vietcongues". Sua licença foi cassada e ficou três anos e meio sem lutar. Só recuperaria o cinturão na mitológica luta contra um muito mais jovem e forte George Foreman, no Zaire, em 1974.

Já então era um mito. Mas do qual, Remnick procura extrair o lado da humana fragilidade em suas páginas finais. Entrevista um Ali muito doente, quase paralisado pelo mal de Parkinson que, após a conversa, o acompanha até a porta e pergunta ao jornalista se aquele era seu carro. Ante a resposta positiva, Ali apenas comenta, à guisa de despedida: "A gente não possui nada. Você é apenas um depositário nesta vida. Cuide-se bem". Fonte: O Estado de S.Paulo.

20 de janeiro de 2011

Muhammad Alí. “El loco de Louisville” cumple sus sesenta y nueve años.


20/01/2011 - Muhammad Alí, "El loco de Louisville" ha celebrado recientemente su sesenta y nueve cumpleaños. Nació un 17 de Enero de 1942, en Louisville, (Kentucky) bajo el nombre de Cassius Marcelus Clay, el cual cambiaria más tarde por el de Muhammad Alí tras reconvertirse al Islam.

Alí es considerado como el boxeador más grande de la historia en la categoría de los pesos pesados.(...)

Tras retirarse en 1981 empezó poco a poco a desarrollársele la enfermedad de Parkinson, que día a día va deteriorando su salud. Es en esta fragilidad cada vez mayor cuando ha demostrado ser más fuerte, no dejando que la enfermedad minara su ánimo, luchando contra ella. Es un ejemplo para muchas personas víctimas de enfermedades degenerativas.  Felicidades Alí, y que cumplas muchos más! Fonte: Benalmadena.es

29 de outubro de 2010

50 ANIVERSARIO DEL DEBUT DE MUHAMMAD ALI 
"Soy joven, hermoso e invencible"
Viernes, 29 de Octubre de 2010 - LOUISVILLE: 29 de octubre de 1960. Cassius Clay (17-I-1942), luego Muhammad Ali para leales y enemigos, triunfa a los puntos en su primer combate profesional, en seis asaltos y ante Tunney Hunsaker, el jefe de policía de Fayetteville, West Virginia. Para entonces el púgil de 18 años ya había cautivado con su incesante golpeo y movimiento de piernas en los Juegos Olímpicos de Roma, donde se colgó el oro en la división de los semipesados frente al polaco Zbigniew Pietrzykowski. (...)

Mientras, su íntimo amigo aún la libra contra el Parkinson, pero su historia vital goza de un contenido, deportivo y personal, bordado en letras de oro.
"Podríamos compararlo con Pelé, Di Stéfano o Merkx pero además él ha trascendido más allá de los límites deportivos", subraya Pedro Mari Goikoetxea, conductor del programa televisivo. "Existe la anécdota de que arrojó su medalla al río Ohio después de que se negasen a servirle en un restaurante exclusivo para blancos y haberse peleado con un grupo de estos. En Atlanta"96, donde encendió el pebetero, le regalaron otra para restituir aquello", evoca. El mayor de dos hermanos, cuyo padre, Cassius, pintaba vallas publicitarias y su madre, Odessa, era empleada de hogar, descendía de esclavos estadounidenses anteriores a la Guerra de secesión en el sur de Estados Unidos. Se inició en el boxeo gracias al policía de Louisville Joe Martin y bajo la guía del entrenador Fred Stoner firmó como aficionado una tarjeta de cien victorias y cinco derrotas. Tras la citada pelea ante Hunsaker cobró fama por su estilo nada ortodoxo y porque solía recitar poemas compuestos por él mismo en los que aventuraba en qué asalto noquearía a su oponente. "Soy joven, hermoso y nadie me puede vencer", se jactaba gestando su figura. (segue...) Fonte: Deia.

23 de janeiro de 2010

Muhammad Ali representa o esporte em teleton pró-Haiti

23/01/2010 - Após a destruição do Haiti por conta de um violento terremoto, que trouxe mais de 200 mil mortes ao país, as nações mais ricas tentam amenizar a perda. Nos Estados Unidos, nesta sexta-feira, foi feito um teleton, um programa de TV com a possibilidade de os telespectadores realizarem doações por telefone, o Hope For Haiti Now. Entre as estrelas, atores e cantores de calibre mundial, como Madonna, Jennifer Aniston, Sting, Jack Nicholson e Gerard Butler. Pelo esporte, o lendário pugilista Muhammad Ali compareceu para dar seu apoio. Sentado, devido às dificuldades decorrentes do mal de Parkinson, o ex-campeão dos pesos pesados esteve ao lado do comediante Chris Rock. Fonte: UOL Esporte.

4 de dezembro de 2009

Muhammad Ali sigue ganando otro asalto al mal de Parkinson
Jueves 3 de diciembre de 2009 - Phoenix (AFP). El legendario Muhammad Ali, que desde hace años batalla contra el mal de Parkinson, ganó otro asalto a esa enfermedad al asistir este jueves a la inauguración de las ampliaciones del Centro Muhammad Ali Parkinson, en Phoenix (Arizona).

Funcionarios de esa entidad dijeron que el centro es ahora el más completo en Estados Unidos para el tratamiento de la enfermedad, que causa temblores, limitación de los movimientos y problemas en el habla.

Ali, un excampeón mundial de peso pesado, vive con su esposa Lonnie en Paradise Valley, en los suburbios de Phoenix. (segue...) Fonte: Nacion.

12 de novembro de 2006

Muhammad Ali assiste a vitória de sua filha e é aplaudido

Muhammad Ali assiste a vitória de sua filha e é aplaudido
Domingo, 12 de novembro de 2006 - NOVA YORK (Reuters) - Aos gritos de "Ali, Ali, Ali", Muhammad Ali viu sua filha Laila defender o título de campeã mundial dos pesos médios no lendário Madison Square Garden de Nova York, neste sábado. (segue...) Fonte: Último Segundo.