10 de janeiro de 2016

Morre, aos 92 anos, o estilista André Courrèges, que popularizou minissaia

08/01/2016  - O estilista francês André Courrèges, símbolo da revolução indumentária dos anos 1960 que popularizou a minissaia, morreu aos 92 anos em sua residência próximo a Paris, anunciou nesta sexta-feira (8) sua "maison".

Courrèges, que parou de trabalhar na década de 1990, morreu na quinta-feira (7) após uma batalha de 30 anos contra a doença de Parkinson, informou a Courrèges em comunicado.

Entre vestidos curtos com linhas limpas, botas, toques de vinil e a onipresença do branco, sua cor favorita, o estilista captou o espírito da época e marcou seu tempo, soprando um vento de juventude e futurismo à moda.

Uma de suas musas foi a cantora Françoise Hardy, vedete dos anos 1960.


"Ao longo de sua vida, André Courrèges, com [sua mulher], Coqueline, não parou de avançar e de inventar para estar sempre à frente. Um criador visionário que anteviu o que seria o século 21 e que acreditava no progresso. E isso é o que torna Courrèges tão moderno hoje", declararam Jacques Bungert e Frédéric Torloting, copresidentes do grupo Courrèges.

Nascido em Pau (sudoeste da França) em 9 de março de 1923, filho de um mordomo apaixonado por arquitetura e pintura, começou a trabalhar no final da década de 1940 com o estilista Cristobal Balenciaga, com quem permaneceu por 11 anos.

Lá conheceu sua futura mulher, com quem abriu em 1961 a sua própria casa de moda que logo se tornou um sucesso fenomenal.

Seus desfiles eram impregnados de conceitos, com a instalação de uma enorme bolha transparente no Jardin des Plantes, em Paris, em 1980. Em 1985, investiu em um grande hotel de Tóquio para um evento de moda e música, durante o qual as maiores canções da música francesa foram interpretadas por 130 músicos.

Aposentou-se em 1994, passando a se dedicar à pintura e à escultura, e deixando sua mulher à frente da casa, finalmente vendida em 2011 para a dupla Frédéric Torloting e Jacques Bungert. Fonte: Folha de S.Paulo.

3 de janeiro de 2016

Larry Gordon, visionário do surf que criou placas de espuma, morre aos 76

Saturday 2 January 2016 - Trabalhando a partir de uma garagem na Califórnia, Larry Gordon e seu parceiro de negócios Floyd Smith pioneiros de um novo tipo de placa que revolucionou o esporte.
Surfistas atuais devem muito ao legado de Larry Gordon, que morreu aos 76 anos
Foto: KELLY CESTARI / SURF MUNDO DA LIGA / EPA
Larry Gordon, que revolucionou o surf quando criou placas de espuma em sua empresa da Califórnia no final dos anos 50, morreu. Ele foi aos 76.

A esposa de Gordon, Gayle Gordon, disse à Associated Press no sábado que seu marido morreu em paz no dia de Ano Novo em sua casa em San Diego depois de uma longa doença.

Uma figura de renome no surf e skate em cenas da Califórnia, Gordon foi diagnosticado com a doença de Parkinson há 10 anos.

"Muito poucas pessoas começam a ter um negócio e uma vida com sua paixão", disse sua esposa. "Ele que viveu uma vida num esporte que lhe deu grande alegria."

A comunidade de surf americano levou a mídia social a prestar homenagem a Gordon, cujas placas de poliuretano são creditadas por ajudar a popularizar o esporte em um momento em que as placas de madeira então existentes eram pesadas e difíceis de manusear.

Gordon estudou química na San Diego State University e foi então que ele começou a experimentar com materiais de espuma na fábrica de plásticos de seu pai.

No final dos anos 1950, Gordon e o companheiro surfista e amigo Floyd Smith usaram espuma de poliuretano para construir suas próprias placas de ponta. A demanda por suas pranchas de espuma obrigaram a dupla a se mover da garagem de Smith e começar a sua primeira loja de surf legítimo, Gordon & Smith Pranchas & Skateboards.

"Foi difícil passar por pranchas de surf, e as que existiam lá fora eram em sua maioria feitas de madeira balsa e eram pesadas ​​e difíceis de manobrar," Gordon disse ao San Diego Union-Tribune em 2007. "Por isso, fizemos um molde e sopramos espuma para construir os nossos próprios modelos. "

Na década de 1960, Gordon & Smith Surfboards tornaram-se os fabricantes líderes na indústria do surf, mais tarde, ramificando-se em skates e surf wear.

Smith vendeu sua parte da empresa em 1971, após uma expansão da linha para a Austrália. Gordon & Smith agora é administrada pela filha mais velha de Gordon, Gordon Debbie.

"Nós ainda moldaremos pranchas cerca de uma milha de onde sua primeira fábrica era", disse sua filha. "A razão pela qual ele fez pranchas e a razão pela qual continuamos a fazê-las é pelo amor ao surf e dar às pessoas o melhor passeio de sua vida." Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: The Guardian.

20 de dezembro de 2015

Parkinson mata (*) maestro nos Estados Unidos

19/12/2015 - Nova Iorque - O maestro Kurt Masur, que ajudou a construir a reputação mundial da Orquestra Filarmônica de Nova Iorque, morreu hoje, aos 88 anos de idade.

“É com profunda tristeza que escrevo em nome da família Masur e da Filarmónica de Nova Iorque para informar que Kurt Masur, nosso diretor musical de 1991 a 2002, faleceu", anunciou o presidente da Filarmônica, Matthew VanBesien.

O músico sofria da doença de parkinson desde 2012.

Nascido na região alemã da Silésia, na atual Polônia, em 1927, o maestro dirigiu algumas das maiores orquestras do mundo - a Filarmônica de Nova Iorque (1991-2002), a Orquestra Nacional da França e a Filarmônica de Londres. Fonte: Agência Brasil EBC.

P.S.: Em abril de 2012, como diretor musical honorário da ONF, Masur caiu acidentalmente do palco em que comandava a orquestra do Teatro de Champs-Élysées e fraturou a omoplata. Masur era um apaixonado pelas composições de Bach, Mendelssohn, Brahms e Beethoven. Correio do Povo-RS.

(*)Oficialmente, ou seja, diretamente, ninguém morre de Parkinson, morre-se com Parkinson, No entanto se morre de complicações advindas deste, como embolia pulmonar ou pneumonia por aspiração, e de doenças oportunistas que se instalam em decorrência de nossas fragilidades corporais, ou seja, fraquezas, além do que eu denomino, "corrosão da alma", O Parkinson vai minando gradativamente nossa força, nossa vontade, nossa gana de viver, liquidando com nosso amor próprio, que pode nos levar a um ponto que dá vontade de desistir de tudo. Essa é a nossa grande luta!

20 de novembro de 2015

Djavan nega ter Mal de Parkinson

19 de Novembro de 2015 - Com novo trabalho na praça, o CD Vidas Para Contar, Djavan recebeu na quarta-feira (18) o Prêmio à Excelência Musical pelo conjunto de sua obra em 40 anos de carreira, no Grammy Latino, em Las Vegas. Feliz com a conquista, o artista de 66 anos contou ao jornal Extra que sua saúde - volta e meia citada pelos fãs e admiradores, devido aos visíveis tremores que ele apresenta - vai muito bem.

"Quando fico sem dormir direito, me dá isso. Não tem nada a ver com Parkinson. O médico chama de Tremor Essencial, e a causa é a carência de sono. É só eu dormir bem que isso passa. E tem fases em que eu durmo pouquíssimo, cerca de duas horas por noite. Mas parece que não adianta eu dizer que estou saudável, a internet continua disseminando o contrário", disse Djavan ao jornal Extra.


O cantor ressaltou que mantém sua vida simples e reservada.

"Vivo assim há muito tempo. Tenho dois filhos pequenos (Sofia, de 14 anos, e Inácio, de 8) e procuro levar uma vida bem natural e perto deles, coisa que não consegui fazer com os três mais velhos (Flávia Virgínia, de 43 anos; Max Viana, de 42; João Viana, de 37, frutos de seu primeiro casamento). Levo e pego os dois na escola, vou a reunião de pais, faço dever de casa junto. Houve uma época em que eu saía mais, hoje em dia não. Minha vida é muito atribulada, tenho que organizar meu tempo para poder fazer as coisas de que gosto: trabalhar e cuidar do meu sítio em Araras (distrito de Petrópolis) e da família". Fonte: PB Agora.

22 de outubro de 2015

Barrados no Baile

Seg, 21 de Outubro de 2013 - "A simplicidade é o último grau da sofisticação", disse meu mestre Leonardo Da Vinci. E é a pura verdade! Quando a gente fica emperequetando muito uma coisa ela estraga. Hoje em dia as pessoas mexem tanto em si mesmas para ficarem diferentes e acabam por ficarem todas iguais. Mas eu sei que quem gosta de música de boa qualidade e curte dar uns truques na culinária não é barrado em lugar algum. Vai lá, passa um perfume e vem comigo para mais um Gourmet da MPB.

O homem show, Eduardo Dusek, carioca, pianista, ator, cantor e compositor brasileiro, é marcante por sua veia satírica, sua qualidade musical e seu poder de comunicação, um artista que diverte e seduz qualquer plateia. A irreverência ganhou força na cena brasileira em 1978. Foi quando Eduardo Dusek começou a ter composições como “Vesúvio”, “Seu Tipo” e “Folia no Matagal” gravadas por artistas importantes, entre eles As Frenéticas, Ney Matogrosso e Maria Alcina.

A primeira música que Eduardo Dussek compôs, entre sete para oito anos chamava-se "A Baianinha e a Lua" e foi feita após ouvir alguns sambas e marchas do repertório de Carmen Miranda, numa visita que fez ao Museu da Imagem e do Som. Em 1980, Eduardo Dusek participou do festival MPB Shell, da Rede Globo, cantando apenas de cueca a debochada canção "Nostradamus", que não se classificou, mas ficou conhecida pelo público. Mas o estouro sucesso viria em 1982, quando flertou com o ainda incipiente pop-rock, no LP "Cantando no Banheiro!, com "Barrados no Baile" (com Luís Carlos Góis), "Cabelos Negros" (Com Luiz Antonio de Cássio) e "Rock da Cachorra" (Léo Jaime). Notabilizou-se com o LP "Brega-chique", cuja faixa-título, mais conhecida como "Doméstica", fazia uma sátira social, bem no clima do teatro besteirol da época.



Em 1986 lançou "Dusek na sua", com "Aventura" e com "Eu Velejava em Você", uma das mais tocantes músicas da MPB, depois regravada por Zizi Possi. Em 1989 voltou à cena com o musical "Loja de Horrores", em que atuava no papel de dentista. Nos anos 90, afastado da função de cantor, interpretou a personagem do Capitão-Mor Gonçalo na novela "Xica da Silva", da extinta Rede Manchete, emissora esta que comecei minha carreira como radialista e sinto uma imensa saudade dela! Atuou como diretor de espetáculos e, no fim da década, voltou a apresentar alguns trabalhos como humorista e cantor. Esteve no filme "Os Penetras" de 2012, longa que tem Eduardo Sterblitch e Marcelo Adnet encabeçando o elenco. Atualmente sofre do mal de Parkinson, como pode ser visto no programa do Danilo Gentili, onde fora entrevistado recentemente. Ouça agora com bastante alegria e sofisticação, Barrados no Baile, grande sucesso de Dusek. Fonte: Jornal Movimento.