14 ago 2021 - Paulo José e minha Vó.
Este blog integra o site Doença de Parkinson e destina-se a listar celebridades e pessoas portadoras desta doença e "linkar" páginas afins.
14 de agosto de 2021
13 de agosto de 2021
Em carta, ator Paulo José confessou que tinha medo de morrer
O ator morreu nessa quarta-feira (11/8), aos 84 anos, por complicações de uma pneumonia, mas já lidava com o Parkinson desde 1992
12/08/2021 - Mesmo após sua morte, Paulo José continua emocionando. O ator morreu nessa quarta-feira (11/8), aos 84 anos, por complicações de uma pneumonia, mas já lidava com o Parkinson desde 1992.
A jornalista Cristina Padiglion, da Folha de S. Paulo, publicou uma carta escrita de próprio punho pelo ator, onde ele desabafou sobre a doença e sobre como lidar com ela em sua vida.
Ele lutava há quase 30 anos contra o Parkinson.
“Tive muitos momentos de depressão. Houve um tempo que tinha medo de dormir e não acordar mais. Às vezes, tenho medo de morrer. Não estou num daqueles momentos de depressão profunda. Mas, tampouco este é um período fácil. Quando acordo, tenho de fazer uma escolha. Decido sair da cama. Hoje será um dia melhor. Ao me deitar, não penso se o dia foi mesmo melhor ou não. Olho para a frente e penso: ‘Amanhã será um outro dia’. Assim, sigo tralhando vivendo um dia por dia”, desabafou.
Na época, o ator ganhou grande apoio do público e a doença ganhou uma importante visibilidade. Fonte: Metropoles.
Último dos moicanos
Tarcísio Meira morreu. Paulo José morreu.
Morreram duas referências minhas.
Lembro-me que no final do quarto ano primário (1966), ganhei de presente de minha professora, o livro “Último dos Moicanos”, que não trata necessariamente deste tema. Lembro também que, no ano seguinte, quando do final do primário, fui convidado a ser orador da turma, na formatura do Grupo Escolar Souza Lobo, que teve por palco o Salão Paroquial da Igreja São Geraldo, bairro de mesmo nome, na av Farrrapos, em Porto Alegre.
Na redação do discurso de formatura deu-me um branco. Recorri à ajuda de meu pai. Feita a redação à quatro mãos, posteriormente submetida à “censura” da professora, esta sugeriu algumas alterações.
Levei pra casa e reuni-me com meu pai e este, diante das sugestões da professora, concluiu: - Realmente, faltou agradecer à deus. Deus (pra ela).
Das mortes que me impactaram recentemente, particularmente aquelas relacionadas à doença de parkinson foram mais marcantes. A começar pelo suicídio do Robin Williams, referência cinematográfica. Paulo José anteontem, não só pelo parkinson, mas também por este ser quase conterrâneo meu. De Lavras o Sul este, de Pinheiro Machado eu.
Nesses tempos de internet (instagram, twitter, facebook et al) perdem-se as referências humanas, ficando-se submetidos à impessoalidade das redes sociais, teorias loucas e fake news. Somando-se o isolamento das redes sociais, o mundo passa a ser visto e convivido de uma perspectiva extemamente limitada, basicamente à tela de um telefone. E sem referências humanas. Meira e José não estão mais entre nós.
Independente do juízo de valor que alguns negacionistas fazem de Deus, transformando-o num deus qualquer, quero crer que nos dias que correm, onde a palavra de Deus é vilipendiada, nossas referências sejam pautadas por um Deus verdadeiro, e desejo que, embora eu seja ateu, Meira e José fiquem com este Deus, porque aqui na terra ‘tá cada vez mais difícil.