OCT. 12, 2021 - Ozzy Osbourne especulou que adorar o diabo
pode ser a chave para a evasão da Covid.
O Príncipe das
Trevas, de 72 anos, evitou até agora contrair Covid-19, apesar da
doença se espalhar por sua família imediata.
“Minha
esposa teve o vírus, minha filha teve o vírus e eu nunca o peguei”,
disse Osbourne à Metal Hammer. “Ser um adorador do diabo tem seus
pontos positivos.”
O ex-líder do Black Sabbath não
está exibindo um atestado de boa saúde, veja bem. Em janeiro de
2020, Ozzy e sua esposa Sharon apareceram no programa de TV dos
Estados Unidos, Good Morning America, para dar a notícia do recente
diagnóstico de Parkinson de Ozzy.
“É Parkin dois, que
é uma forma de Parkinson”, disse Sharon ao anfitrião, Robin
Roberts. "Não é uma sentença de morte por nenhum esforço da
imaginação, mas afeta certos nervos do seu corpo."
Osbourne
sofreu uma queda feia no início de 2019, o que causou danos
suficientes para que ele acreditasse que estava morrendo. Ele
sobreviveu, mas precisou de cirurgia, o que o deixou com todos os
tipos de problemas.
“Estou tomando uma série de
medicamentos, principalmente para a cirurgia”, disse Ozzy no Good
Morning America. "Estou com dormência no braço e minhas pernas
estão ficando geladas. Não sei se é o Parkinson ou o quê. ”
Ele
forneceu uma atualização de sua condição ao Metal Hammer, e as
coisas não melhoraram muito. “Parece que vou fazer mais
cirurgias”, disse ele. "Estou fazendo fisioterapia
agora."
Melhor notícia, Ozzy está progredindo em
sua sequência anunciada anteriormente para 2020, Ordinary Man. “Vai
ser semelhante em tom ao Ordinary Man”, disse ele à Metal Hammer,
“mas não consigo descrevê-lo completamente. Faz um tempo que não
ouço isso porque continua passando para a próxima pessoa para
adicionar suas partes - estamos brincando com isso o tempo todo.”
Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte:
Scholars.
2 de set de 2021 -
Azevedo convivia com o Parkinson e sofreu um infarto nesta quarta
(01/09); jornalista foi preso várias vezes pela ditadura militar no
Brasil
Exemplo de
serenidade e abnegação em defesa dos direitos humanos, o jornalista
e cientista político Dermi Azevedo, 72 anos, faleceu na manhã desta
quarta-feira (01/09) no hospital do Ipiranga em São Paulo, vítima
de um infarto fulminante. Ele convivia há anos com a Doença de
Parkinson.
Nascido em 1949 no
Jardim do Seridó, no Rio Grande do Norte, foi criado em Currais
Novos, cidade que adotou como sua. Foi autor de reportagens na
América Latina, África e Europa, tendo sido por duas vezes diretor
do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
Foi presidente do
Diretório Acadêmico D. Hélder Câmara, da então Escola de Serviço
Social de Natal. Em 1968, com outros líderes estudantis potiguares,
participou do XXX Congresso da UNE, onde viveu sua primeira prisão
política. Retornou a Natal e, diante da impossibilidade de
permanecer em seu Estado, regressou ao Sudeste do país exilando-se
depois no Chile em 1970 e 1971. Voltou ao Brasil e foi novamente
preso em 1974, por duas vezes.
Em sua extensa
trajetória, cobriu o Sinodo Mundial dos Bispos, no Vaticano, por
ocasião dos 25 anos do Concílio Vaticano II. Foi um dos fundadores,
em 1982, do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, do qual foi
Secretário Nacional de Comunicação e Políticas Públicas. Foi
fundador e primeiro presidente da Cooperativa dos Jornalistas de
Natal, ex-presidente da Comissão Justiça e Paz, da Arquidiocese de
Natal e ex-professor e Coordenador do Curso de Comunicação Social
da Universidade Metodista de Piracicaba.
Sua vivência de
tortura da ditadura está contada no documentário “Atordoado, eu
permaneço atento”, filme vencedor da Mostra Provocações, uma das
categorias competitivas do 8º Curta Brasília – Festival
Internacional de Curta-Metragem.
Perfil militante
O filme traça um
perfil da militância de Dermi, levado ao Departamento de Ordem
Política e Social (DOPS) em 14 de janeiro de 1974, depois de agentes
encontrarem em sua casa no bairro do Campo Belo, em São Paulo, o
livro “Educação Moral e Cívica e Escalada Fascista no Brasil”,
coordenado pela educadora Maria Nilde Mascellani.
A obra trazia uma
análise da disciplina Educação Moral e Cívica, imposta pelo
regime em todos os currículos escolares do país. A irritação com
o jornalista se devia à informação de que o estudo havia sido
enviado ao Conselho Mundial de Igrejas, com sede em Genebra, na
Suíça, para ser divulgado mundialmente.
Era a segunda
detenção de Dermi. A primeira ocorreu em 1968, no Congresso da
União Nacional de Estudantes (UNE), em Ibiúna, quando era líder
estudantil. Além das agressões na própria carne, o que o dilacerou
e que o marcou profundamente pela vida toda, recordou a jornalista
Mônica Manir, “é a violência com que os agentes da repressão
trataram seu primogênito, Carlos Alexandre Azevedo — o Cacá —
na segunda prisão”.
“A mãe de Cacá,
a pedagoga Darcy Andozia, também tinha sido encarcerada. O bebê de
apenas 1 ano e 8 meses havia ficado em casa com a babá. Porque
chorava de fome, a criança recebeu um soco na boca. Com os lábios
sangrando, também foi ‘conduzida’ ao DOPS, onde teria levado
choques elétricos, segundo relato de outros presos”, descreve.
Quando foi entregue
aos avós maternos, em São Bernardo do Campo, Cacá foi jogado ao
chão. “Tudo isso o marcou profundamente”, contava Dermi. O filho
desenvolveu fobia social. Em 2013, aos 40 anos, suicidou-se com uma
overdose de medicamentos.
Dermi casou-se
novamente em 2011 com a pedagoga Elis Regina Brito Almeida, que
agregou o sobrenome Azevedo. É cofundador do Núcleo Maximiliano
Kobe, voltado à defesa dos direitos humanos e da justiça social e,
com este compromisso, lançou em 2018 o livro “Nenhum Direito a
Menos: Direitos Humanos – Teoria e Prática”. Cinco anos antes,
havia lançado “Travessias Torturadas”, um registro
autobiográfico e político do período entre 1964/1985. Fonte: OperaMundi.